Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A displasia espondiloepifisária, tipo Stanescu, é uma doença genética rara que afeta o crescimento dos ossos e das cartilagens. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas displasias espondiloepifisárias, que comprometem principalmente a coluna vertebral (espondilo) e as extremidades dos ossos longos (epífises). A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou no início da juventude. As principais manifestações incluem baixa estatura, rigidez articular, dor nas articulações (artralgia) e alterações na marcha (marcha anserina, que lembra o andar de um pato). Na coluna, podem ocorrer achatamento das vértebras (platispondilia), cifoescoliose (curvatura anormal da coluna) e deformidades em forma de bico nas vértebras. Outros achados comuns são coxa valga (desalinhamento do quadril), torção tibial interna (rotação da perna para dentro), ílios hipoplásicos (ossos da bacia subdesenvolvidos), trismo (dificuldade para abrir a boca) e rigidez do pescoço.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene COL2A1, que fornece instruções para a produção da cadeia alfa-1 do colágeno tipo II — uma proteína essencial para a formação da cartilagem e dos ossos. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene já é suficiente para causar a condição. Na maioria dos casos, a mutação ocorre de forma espontânea (nova), sem histórico familiar.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos achados radiológicos (como platispondilia e deformidades epifisárias) e na confirmação genética. Exames como cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES) podem ser utilizados. No Brasil, esses procedimentos estão disponíveis no SUS com cobertura mínima. Atualmente, há 30 testes genéticos disponíveis e 1.449 variantes registradas no ClinVar relacionadas ao gene COL2A1.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a displasia espondiloepifisária, tipo Stanescu. O manejo é multidisciplinar e foca no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, fisioterapia para manter a mobilidade articular, e, em alguns casos, cirurgias ortopédicas para correção de deformidades (como cifoescoliose ou coxa valga). O tratamento medicamentoso é sintomático, mas não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O suporte psicológico e educacional também é importante para a adaptação às limitações físicas.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das manifestações. Muitas pessoas com a condição levam uma vida ativa com acompanhamento regular, embora possam apresentar dor crônica e limitações de mobilidade. A baixa estatura e as deformidades ósseas podem impactar a autoestima e a participação social, mas o suporte de equipes multidisciplinares e grupos de pacientes ajuda a melhorar a qualidade de vida. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para este subtipo, mas, de modo geral, as displasias espondiloepifisárias não costumam reduzir significativamente a longevidade quando bem manejadas.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Craniossinostose, uma condição na qual as suturas da cabeça se fundem prematuramente e subsequentemente alteram o formato da cabeça, é observada em múltiplas condições, conforme listado abaixo. O nível de envolvimento varia de acordo com a condição e pode variar de craniossinostose menor de sutura única a craniossinostose maior multissutural.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A displasia espondiloepifisária, tipo Stanescu, é uma doença genética rara que afeta o crescimento dos ossos e das cartilagens. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas displasias espondiloepifisárias, que comprometem principalmente a coluna vertebral (espondilo) e as extremidades dos ossos longos (epífises). A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1][4]
Sinais e sintomas
Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou no início da juventude. As principais manifestações incluem baixa estatura, rigidez articular, dor nas articulações (artralgia) e alterações na marcha (marcha anserina, que lembra o andar de um pato). Na coluna, podem ocorrer achatamento das vértebras (platispondilia), cifoescoliose (curvatura anormal da coluna) e deformidades em forma de bico nas vértebras. Outros achados comuns são coxa valga (desalinhamento do quadril), torção tibial interna (rotação da perna para dentro), ílios hipoplásicos (ossos da bacia subdesenvolvidos), trismo (dificuldade para abrir a boca) e rigidez do pescoço.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene COL2A1, que fornece instruções para a produção da cadeia alfa-1 do colágeno tipo II — uma proteína essencial para a formação da cartilagem e dos ossos. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene já é suficiente para causar a condição. Na maioria dos casos, a mutação ocorre de forma espontânea (nova), sem histórico familiar.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos achados radiológicos (como platispondilia e deformidades epifisárias) e na confirmação genética. Exames como cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES) podem ser utilizados. No Brasil, esses procedimentos estão disponíveis no SUS com cobertura mínima. Atualmente, há 30 testes genéticos disponíveis e 1.449 variantes registradas no ClinVar relacionadas ao gene COL2A1.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a displasia espondiloepifisária, tipo Stanescu. O manejo é multidisciplinar e foca no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, fisioterapia para manter a mobilidade articular, e, em alguns casos, cirurgias ortopédicas para correção de deformidades (como cifoescoliose ou coxa valga). O tratamento medicamentoso é sintomático, mas não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O suporte psicológico e educacional também é importante para a adaptação às limitações físicas.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das manifestações. Muitas pessoas com a condição levam uma vida ativa com acompanhamento regular, embora possam apresentar dor crônica e limitações de mobilidade. A baixa estatura e as deformidades ósseas podem impactar a autoestima e a participação social, mas o suporte de equipes multidisciplinares e grupos de pacientes ajuda a melhorar a qualidade de vida. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para este subtipo, mas, de modo geral, as displasias espondiloepifisárias não costumam reduzir significativamente a longevidade quando bem manejadas.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 17 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Type II collagen is specific for cartilaginous tissues. It is essential for the normal embryonic development of the skeleton, for linear growth and for the ability of cartilage to resist compressive forces
Secreted, extracellular space, extracellular matrix
Spondyloepiphyseal dysplasia congenital type
Disorder characterized by disproportionate short stature and pleiotropic involvement of the skeletal and ocular systems.
Variantes genéticas (ClinVar)
1,449 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 71 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
13 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Displasia espondiloepifisária, tipo Stanescu
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Spondyloepiphyseal dysplasia type Stanescu: Expanding the clinical and molecular spectrum of a very rare type II collagenopathy.
Spondyloepiphyseal dysplasia type Stanescu (SED-S) is a very rare type II collagenopathy. We describe an 8-year-old boy who presented with short trunk, C2-C3 vertebral fusion, hand, foot, leg and thigh pain, stiffness and limited joint mobility, and waddling gait. Radiographs showed platyspondyly with anterior wedging and endplate irregularities, broad femoral necks, and large epiphyses and epiphyseal equivalents. Differential diagnosis included progressive pseudorheumatoid dysplasia and SED-S. A skeletal dysplasia custom-designed NGS panel was performed and the heterozygous pathogenic variant c.620G>A; p.(Gly207Glu) in COL2A1 was detected, establishing the diagnosis of SED-S. Vertebral fusions, observed in our patient, have not been previously described in this dysplasia. This variant has not been previously associated with SED-S, but was reported in two other families with spondyloepiphyseal dysplasia. Thus, this case expands the clinical and mutational spectrum of SED-S and demonstrates that SED-S significantly overlaps with other skeletal dysplasias.
Pathogenenic variant in the COL2A1 gene is associated with Spondyloepiphyseal dysplasia type Stanescu.
Novel COL2A1 variant (c.619G>A, p.Gly207Arg) manifesting as a phenotype similar to progressive pseudorheumatoid dysplasia and spondyloepiphyseal dysplasia, Stanescu type.
Progressive pseudorheumatoid dysplasia (PPRD) is a rare, autosomal-recessive condition characterized by mild spondyloepiphyseal dysplasia (SED) and severe, progressive, early-onset arthritis due to WISP3 mutations. SED, Stanescu type, is a vaguely delineated autosomal-dominant dysplasia of unknown genetic etiology. Here, we report three individuals from two unrelated families with radiological features similar to PPRD and SED, Stanescu type who share the same novel COL2A1 variant and were matched following discussion at an academic conference. In the first family, we performed whole-exome sequencing on three family members, two of whom have a PPRD-like phenotype, and identified a heterozygous variant (c.619G>A, p.Gly207Arg) in both affected individuals. Independently, targeted sequencing of the COL2A1 gene in an unrelated proband with a similar phenotype identified the same heterozygous variant. We suggest that the p.Gly207Arg variant causes a distinct type II collagenopathy with features of PPRD and SED, Stanescu type.
Publicações recentes
Schimke immunoosseous dysplasia (SIOD): Delayed onset of rare disease and novel variant.
Progressive Pseudorheumatoid Dysplasia.
🥉 Relato de casoX-Linked Spondyloepiphyseal Dysplasia Tarda.
Hip Dislocation With Femoral Short Neck in Spondyloepiphyseal Dysplasia Treated by Open Reduction and Valgus Osteotomy: A Case Report.
[Analysis of clinical features and genetic variants in a Chinese pedigree affected with Spondyloepiphyseal dysplasia type Ehlers-Danlos syndrome due to variants of B3GALT6 gene].
📚 EuropePMC2 artigos no totalmostrando 3
Spondyloepiphyseal dysplasia type Stanescu: Expanding the clinical and molecular spectrum of a very rare type II collagenopathy.
American journal of medical genetics. Part APathogenenic variant in the COL2A1 gene is associated with Spondyloepiphyseal dysplasia type Stanescu.
American journal of medical genetics. Part ANovel COL2A1 variant (c.619G>A, p.Gly207Arg) manifesting as a phenotype similar to progressive pseudorheumatoid dysplasia and spondyloepiphyseal dysplasia, Stanescu type.
Human mutationAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Displasia espondiloepifisária, tipo Stanescu.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Displasia espondiloepifisária, tipo Stanescu
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Spondyloepiphyseal dysplasia type Stanescu: Expanding the clinical and molecular spectrum of a very rare type II collagenopathy.
- Pathogenenic variant in the COL2A1 gene is associated with Spondyloepiphyseal dysplasia type Stanescu.
- Novel COL2A1 variant (c.619G>A, p.Gly207Arg) manifesting as a phenotype similar to progressive pseudorheumatoid dysplasia and spondyloepiphyseal dysplasia, Stanescu type.
- Schimke immunoosseous dysplasia (SIOD): Delayed onset of rare disease and novel variant.
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- Hip Dislocation With Femoral Short Neck in Spondyloepiphyseal Dysplasia Treated by Open Reduction and Valgus Osteotomy: A Case Report.
- [Analysis of clinical features and genetic variants in a Chinese pedigree affected with Spondyloepiphyseal dysplasia type Ehlers-Danlos syndrome due to variants of B3GALT6 gene].
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:459051(Orphanet)
- OMIM OMIM:616583(OMIM)
- MONDO:0014701(MONDO)
- GARD:17812(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55784940(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar